Hebreu

Apr 23, 2005 at 15:13 o\clock

Galut até quando?

by: hebreu


  por Yoel Spotts    
  "O Judaísmo nos ensina que D’us é Mestre do Universo, cujo poder onipotente não é limitado pelo tempo e espaço. Além disso, D’us é a fonte de bondade e Ele deseja que Suas criaturas humanas levem uma vida baseada em justiça, moralidade e, no que tange aos judeus, uma vida plena de Torá e mitsvot.

Por que, então, esta vida é repleta de dificuldades; às vezes, até obstáculos aparentemente intransponíveis?

Esta questão não é levantada por cépticos, mas mesmo por aqueles que acreditam na Divina Providência. Na verdade, quanto maior a crença na benevolência Divina, maior a dificuldade para entender esta anomalia.

Considere o seguinte: A pessoa deveria se esforçar para ter uma vida na qual possa desfrutar o máximo prazer com o mínimo de esforço, ou deveria preferir uma vida de labuta e máxima realização, uma vida com muita ação e muita conquista?

Esta não é uma questão abstrata, pois, ao resolvê-la, está lançado para o indivíduo o alicerce para o conceito de padrão da sua vida, e como ele reagirá àquilo que acontece a ele e ao seu redor, até mesmo em assuntos não diretamente relacionados a ele, e certamente em questões que afetam diretamente a sua vida.

Com base na nossa fé e nossa Torá, estamos comprometidos com o princípio de que o Criador e Mestre do mundo – incluindo o "pequeno mundo", o homem – é a essência da bondade, e que é da "natureza do Bem fazer o bem".

À primeira vista, seria razoável supor que a perfeição mais elevada se encontra num estado onde o máximo prazer – o verdadeiro prazer – é obtenível sem dificuldade e sem trabalho; pois num estado assim a "natureza do Bem de fazer o bem" seria percebida da maneira mais completa.

Porém a Torá, que é chamada Torah Or ("A Torá de luz", mostrando coisas em sua verdadeira essência) declara: "O homem nasceu para trabalhar". Mesmo antes da sua queda, Adam foi colocado no Jardim do Éden com a incumbência "de cultivá-lo e guardá-lo"; somente mais tarde D’us disse a ele "de todas as árvores do jardim podes comer."

Para assegurar, D’us deveria ter estabelecido uma ordem no mundo na qual a moralidade e a ética reinariam supremas com pouco ou nenhum esforço por parte do homem. A explicação para Ele não tê-lo feito, que soluciona a aparente contradição, é dada na Torá.

D’us deseja que o homem desfrute o bem em sua perfeição, embora a natureza humana seja tal que uma pessoa deriva prazer somente se for um parceiro nesta conquista, através de seu próprio esforço e trabalho; no entanto, se recebe aquilo inteiramente grátis, é degradante para ele, como se estivesse recebendo caridade (o pão da vergonha). Exatamente por causa disso, o bem em sua perfeição é apreciado quando a pessoa o adquire através de trabalho, e quanto maior o esforço mais doce o fruto conseguido.

Sabendo que há uma ordem Divina para seguir um determinado caminho na vida, a pessoa está decidida a cumprir sua missão Divina não importa quais sejam as dificuldades. Na verdade, ele pode considerar os próprios obstáculos que encontra como desafios a serem enfrentados e superados. Longe de ser desencorajado por tais obstáculos, eles podem reforçar sua determinação e estimular seu esforço ao máximo. Mesclado a isso há um sentimento de satisfação, comparável apenas à quantidade de esforço exercida na luta, que torna os frutos da vitória tão mais agradáveis.

É evidente que o Criador, que conhece o mundo e suas criaturas, não daria uma ordem ou comando difícil demais de ser cumprido. Se Ele deu mandamentos específicos para todo e cada judeu, em suas próprias circunstâncias singulares para cumprir, certamente Ele primeiro nos deu a capacidade para cumpri-los.

Alguns judeus nascem com capacidades naturais maiores, outros com menos, portanto os desafios e testes que D’us apresenta a cada um são proporcionais à sua capacidade. Como dizem nossos Sábios, "D’us não lida despótica ou arbitrariamente com as Suas criaturas" e Ele não espera o impossível. Se uma pessoa se vê confrontada por grandes testes esta, em si mesma, é a prova de que tem a capacidade e a força para superá-los. Nada se coloca no caminho da vontade e, se for feito o esforço certo, é possível superar todas as dificuldades.

Os Amalequitas

Quando os israelitas marcharam triunfantes para fora do Egito a caminho do Sinai, parecia que eles eram invencíveis, uma nação rodeada de milagres; em uma palavra, intocável. E mesmo assim, descaradamente, os amalequitas os atacaram, um ato que somos ordenados a relembrar.
Amalek, no sentido mais amplo, representa todos os obstáculos e percalços que um judeu encontra no seu caminho para receber e observar a Torá e mitsvot com entusiasmo e alegria na vida diária. Amalek representa apatia, indiferença e depressão. A ordem de jamais esquecer Amalek nos lembra que amalequitas existem em toda geração e em todo tempo e época, e que não devemos ser detidos ou desencorajados por eles, onde quer que surjam.

Todo judeu recebeu os poderes necessários para superar todos estes "amalequitas", e espera-se que ele os use para demonstrar a si mesmo e aos outros que nada o deterá, nem diminuirá seu fervor, de observar a Torá e mitsvot segundo a vontade de D’us. Quando ele reconhecer que qualquer dificuldade que encontrar é realmente um teste de sua fé em D’us, e resolver firmemente enfrentar o desafio, ele verá que nenhum tipo de Amalek é páreo para os poderes Divinos da alma judaica. De fato, longe de serem obstáculos insuperáveis, eles se transformam em auxílios e catalisadores para realizações ainda mais notáveis. Eles foram vitais para mobilizar aqueles poderes interiores que de outra forma teriam continuado adormecidos.

Isso leva a uma percepção ainda mais profunda.

A maneira perfeita e verdadeira de cumprir a vontade de D’us, que está incorporada na Torá e mitsvot, não é quando estimulada por um desejo de cumprir uma obrigação com D’us e nosso próximo. Também não é a sensação agradável de ter contribuído com o mundo em geral. Pois enquanto a obediência do judeu à vontade de D’us é externamente motivada – não importa quão louvável seja esta motivação em si – ainda não está bem completa. O perfeito cumprimento da Torá e mitsvot é atingido quando tal cumprimento é parte integrante da vida da pessoa, a ponto de ser completamente identificado com ela; isso equivale a dizer que quando a Torá e mitsvot permeiam a própria essência da pessoa, torna-se inseparável dela na vida diária.

Este é o significado mais profundo das palavras que declaramos diariamente em nossa prece: "Pois elas (a Torá e mitsvot) são nossa vida" – significando que, assim como uma pessoa e sua vida são uma só, tornando-a uma pessoa que vive, assim são a Torá, mitsvot e o judeu, um e inseparável. Uma identificação assim real não pode ser sentida se for conseguida com pouco esforço. Ela se torna parte integrante da vida da pessoa somente quando acarreta um esforço extraordinário em lutar por ela, aponto de arriscar a própria vida para obtê-la e mantê-la. Somente algo que é considerado indispensável e integrante à própria vida pode evocar os poderes mais recônditos da pessoa, e até mesmo o auto-sacrifício.

Daqui percebemos todo o significado da galut (o exílio e dispersão entre as nações do mundo), que está na base da maioria, se não de todos, obstáculos e dificuldades com os quais o judeu se defronta em seu desejo de viver um estilo de vida dado por D’us.

Certamente, reconhecemos a galut como um castigo e retificação pelo fracasso em corresponder a nossas obrigações no passado como, de fato, reconhecemos em nossas preces: "Por nossos pecados fomos banidos de nossa terra." Porém a punição, segundo nossa Torá, que também é chamada Torat Chessed (uma Torá de bondade), deve também ser essencialmente chessed.

D’us ordenou a um determinado grupo de pessoas, o povo judeu, a cumprir a difícil e desafiadora tarefa de divulgar, em todos os lugares, até os cantos mais remotos do mundo, a Unicidade de D’us – o verdadeiro monoteísmo – vivendo e espalhando a luz da Torá e mitsvot. Esta é uma incumbência que nenhum outro grupo estava disposto a aceitar, ou capaz de cumprir. A maior recompensa é o cumprimento de seu destino ou, como dizem nossos Sábios: "A recompensa por uma mitsvá é a própria mitsvá." Assim, o supremo propósito da galut está conectado com o nosso destino de ajudar a levar a humanidade a um estado de reconhecimento universal de D’us.

Pavimentar o caminho para a conquista gradual deste destino sempre foi a obra corajosa de determinados indivíduos e grupos conscientes de sua responsabilidade. Eles se dedicaram à necessidade vital de fortalecer e divulgar a Torá e mitsvot entre todas as secções de nosso povo.
Nas gerações recentes, mais do que antes, a ênfase principal tem sido na necessidade de levar o conhecimento e prática da Torá e mitsvot a todos os judeus, no maior número de locais – sem esperar que eles o procurem – na esperança de que cedo ou tarde eles percebam esta necessidade por si mesmos. A maneira mais eficaz de conseguir isto é, obviamente, por meio da verdadeira educação de Torá organizada dos jovens; tanto os jovens na idade quanto os "jovens" em conhecimento.

O padrão tem sido estabelecido pelos fundadores da Chassidut e de Chassidut Chabad, que exemplificaram esta abordagem com dedicação e altruísmo. Antes de revelar a si mesmo e seu estilo de vida, o Báal Shem Tov foi um melamed – professor de crianças judias pequenas.
Similarmente, Rabi Shneur Zalman, o Alter Rebe, fundador de Chabad, que foi discípulo e sucessor do Báal Shem Tov, começou sua obra fundando as três conhecidas Chadarim (instituições de educação superior). Esta trilha também foi seguida por seus sucessores, os líderes de Chabad, cada qual em sua geração.

Eles personificaram um espírito indomável e um desdém por quaisquer dificuldades e obstáculos em sua obra, facilitando-a para todos verem que aquilo era apenas um desafio a ser superado. Ao enfrentar, e vencer, todos os obstáculos, eles confirmaram a verdade dos dogmas básicos de nossa fé, ou seja, que a Providência Divina se estende a todos e a cada um individualmente, e que "Aquele que está determinado a purificar a si e aos outros, recebe ajuda do Alto."

É um fato provado pela experiência comum que quando existe uma vontade firme e uma determinação inabalável, logo fica aparente que as dificuldades em grande parte são imaginárias e, mesmo quando reais, não são insuperáveis. As forças do bem são cumulativas e auto-geradas, como indicaram nossos sábios em seu conhecido ditado: "Uma mitsvá traz outra em sua esteira."
Se o mal pode ser contagioso, o bem certamente é muito mais, e muitos que ficam de lado são inspirados e estão dispostos a se juntarem na ação positiva e construtiva, desde que o caminho lhes seja mostrado.

O desafio de nosso tempo é divulgar o conhecimento da Torá e mitsvot, especialmente pela educação dos nossos jovens, até que todo e cada judeu atinja o nível de "Conhecer o D’us de teu pai e servi-Lo com o coração perfeito", assim cumprindo a profecia: "Eles todos Me conhecerão, pequenos e grandes, e a terra estará repleta do conhecimento de D’us, como as águas preenchem o oceano."
 

Apr 22, 2005 at 17:29 o\clock

Israel analisa a identidade judaica

by: hebreu

   O governo de Israel está analisando a possibilidade de criar um Instituto de Conversão para educar novos judeus em uma das correntes da religião. Para alguns, a definição do termo "judeu" ainda se divide entre a interpretação sionista, de uma nação judaica, e a interpretação religiosa, que considera judeu, aqueles que obedecem as leis judaicas.A questão da identidade judaica é abordada por meio de vários aspectos. Mas, de acordo com a legislação de Israel, qualquer judeu que queira viver no país recebe concessão imediata de cidadania, inclusive pessoas convertidas ao judaísmo.O termo "judeu" se divide entre a interpretação de uma nação judaica e a religiosa, que considera judeus, aqueles que obedecem as leis judaicas. Mas os novos convertidos não são aceitos facilmente por todos os judeus como verdadeiros judeus. De acordo com este grupo de pessoas, somente pode ser judeu quem é nascido de mãe judia ("lei do ventre"). Ortodoxos. É possível se converter ao judaísmo, mas a religião não busca adeptos. E, segundo analistas, é assim que alguns problemas surgem em Israel. Um exemplo: rabinos ortodoxos não aceitam conversão de pessoas ao judaísmo, encorajadas por rabinos ultra-ortodoxos e também são contra a decisão de Israel de aceitar convertidos ao judaísmo. No caso de judeus conversos, é necessário que um rabino assine um documento comprovando que se trata de um judeu converso.Israel: cronologia. O Império Romano dominou Israel durante a época (63 d.C), mas concedeu aos judeus liberdade de culto. A era atual ou Era Comum, EC, começa com o nascimento de Jesus Cristo. O judaísmo rabínico teve início no ano 70. Essa corrente de pensamento compreendeu uma nova forma de adoração. A idéia de um lugar único para o louvor, o templo, foi abandonada. A partir de então, o judaísmo passou a ser uma fé que pode ser praticada em qualquer lugar do mundo.70-200 EC - Durante os primeiros 150 anos da Era Comum, os judeus se rebelaram duas vezes contra os líderes romanos. Ambas as revoltas foram brutalmente reprimidas e seguidas de restrições severas à liberdade dos judeus.A primeira revolta em 70 EC levou à destruição do templo. Já na segunda revolta, em 132 EC, centenas de milhares de judeus morreram, milhares foram levados cativos, e os judeus foram proibidos de entrar em Jerusalém.200-700 EC - Entre os anos 200 e 700, o judaísmo se desenvolveu rapidamente. Politicamente, foi uma época de altos e baixos para o povo de Israel. Os judeus puderam se tornar cidadãos romanos, mas mais tarde foram proibidos de possuir escravos cristãos ou casar com cristãos.Em 439, os romanos proibiram que sinagogas fossem construídas e que judeus se tornassem funcionários públicos.A Era de Ouro - Judeus na Espanha - Mil anos após o nascimento de Cristo, os judeus viveram na Espanha uma época de sucessos. Eles coexistiram com os islâmicos que habitavam o país e desenvolveram estudos nas áreas de ciência, literatura hebraica e Talmud.Essa época, considerada a Era do Ouro, resistiu apesar da tentativa de forçar os judeus ao islamismo, registrada em 1086. O milênio seguinte começou com as Cruzadas, operações militares comandadas por cristãos para capturar a Terra Santa.Os Exércitos das primeiras Cruzadas atacaram comunidades judaicas no caminho para a Palestina, especialmente na Alemanha. Quando os soldados das Cruzadas conquistaram Jerusalém, eles mataram e levaram cativos milhares de judeus e muçulmanos. E, a exemplo dos romanos, anteriormente, proibiram os judeus de entrar em Jerusalém. Em 1100, os judeus foram expulsos do Sul da Espanha após uma invasão bárbara. Na França, eles foram acusados de sacrificar crianças em rituais macabros.Na Inglaterra, judeus foram mortos enquanto tentavam presentear o rei Ricardo I, durante a coroação. Em 1215, a Igreja Católica condenou os judeus a viver em áreas segregadas, conhecidas como guetos, e a vestir roupas distintivas.Em 1290, os judeus foram expulsos da Inglaterra e logo depois da França. Em 1478, foram vítimas da Inquisição espanhola, e em 1492 foram expulsos da Espanha. Cinco anos mais tarde, era a vez de Portugal enviar todos os judeus para fora do país.Na Alemanha, em 1547, uma das grandes vozes do anti-semitismo partiu de Martinho Lutero, o monge que iniciou o movimento de reforma da Igreja Católica. É dele um dos manifestos contra os judeus, conhecido como "Sobre os judeus e suas mentiras".Nessa época, é publicado na Espanha o Livro do Esplendor, que influenciou o misticismo judaico durante séculos. A cabala, forma de misticismo dos judeus, ganhou nova força.De 1600-1900 - Esse é um período de expansão considerável do judaísmo. Os judeus são autorizados a voltar para a Inglaterra e vêem seus direitos aumentarem. Nos Estados Unidos, os primeiros judeus chegaram em 1648.Hassidismo - Na Polônia e na Europa Central surge o movimento hassidista. Essa corrente judaica inclui grande quantidade de misticismo cabalístico e a idéia de fazer a santificação presente na vida cotidiana de forma intelectual e alegre ajudou a aumentar a popularidade do hassidismo entre os judeus. O movimento também causou divisão. Na Lituânia, o hassidismo foi excomungado em 1772, e os judeus pertencentes a esse movimento proibidos de negociar ou se casarem com outros judeus.Perseguição na Europa - Durante o final do século 18, judeus começaram a sofrer perseguição na Europa Central. Na Rússia, eles foram confinados a uma área do país. No século 19, nasce o movimento reformado do judaísmo que começou na Alemanha e defendia que o judaísmo e as leis da religião tinham que acompanhar as mudanças do tempo, em vez de permanecerem rígidas.Em 1860, os judeus da Grã-Bretanha passaram a ter os mesmos direitos de cidadãos britânicos. Mas nessa mesma época, houve pogroms na Europa Central e na Rússia, série de ataques acompanhados de destruição, o saque de propriedade, mortes e estupros perpetrados pelas populações cristãs russas contra os judeus. Em Israel, a cultura judaica florescia, e a língua hebraica foi recriada de uma língua de história e religião para um idioma vivo e moderno. Século 20 - Nos Estados Unidos e na Grã-Bretanha, essa foi uma época de imigração para os judeus que fugiram da perseguição dos pogroms na Rússia e na Polônia. O nascimento do sionismo - O movimento sionista, cujo objetivo era criar um estado judaico em Israel, começou no final do século 20. Começou a ganhar força quando os judeus sentiram que a única maneira de viverem seguros era em um estado judaico. O governo britânico ofereceu aos judeus uma vasta área em Uganda, mas a principal organização sionista insistia que o Estado judaico deveria ser construído na Palestina.Em 1917, na Declaração Balfour, a Grã-Bretanha concordou que um Estado judaico deveria ser estabelecido em Israel.Durante os anos 30 e 40, o Holocausto consumaria planos da Alemanha nazista e países aliados para eliminar todos os judeus da Europa. Durante o Holocausto, 6 milhões de judeus foram assassinados, e um milhão deles eram crianças. O Holocausto afetou convicções religiosas de muitos judeus, que tentavam entender como Deus pode ter permitido a matança do povo.O Estado de Israel - O movimento sionista conseguiu fazer com que o Estado de Israel fosse criado em 1948, após uma campanha paramilitar contra o reinado britânico. Israel teve que sobreviver a três grandes guerras: a da independência, logo depois de o Estado ter sido criado, a dos Seis Dias, em 1967, e da Yom Kippur (ou Dia do Perdão) em 1973, além de vários conflitos.Israel tem tido dificuldades em suas relações com os vizinhos árabes, que não concordam com o êxodo dos palestinos que viviam na região antes da criação de Israel. Desde sua criação, Israel tem sido apoiado militarmente e politicamente pelos Estados Unidos, que concentram uma grande comunidade judaica.Na Guerra dos Seis Dias, em 1967, Israel ocupou a Cisjordânia e a Faixa de Gaza, territórios palestinos, além das Colinas de Golã, na Síria, e da Península do Sinai, no Egito. A Península do Sinai foi devolvida quando Egito e Israel assinaram um acordo de paz, na década seguinte. Mas as negociações em torno dos territórios palestinos têm caminhado lentamente.Segundo resoluções da ONU aprovadas depois da guerra de 1967, Israel já deveria ter desocupado essas regiões, mas os governos israelenses continuaram promovendo uma política de criação de assentamentos judaicos tanto na Cisjordânia como na Faixa de Gaza.Grupos palestinos como o Hamas e a Jihad Islâmica iniciaram ondas de ataques contra civis israelenses, o que, segundo Israel, tem impedido o avanço das negociações de paz definidas no acordo de Oslo, em 1993.O objetivo formal do diálogo continua sendo a criação de um Estado palestino que conviva pacificamente com Israel, o que já estava previsto no processo que criou o Estado de Israel.